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Jayme Serva Diretor de criação da Milk Comunicação Integral Chico Buarque e o primeiro sutiã |
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Tudo indica que a tristeza de minha amiga não terá mais cura. O mesmo fenômeno que parece atingir os músicos populares também se debruça sobre outra fervilhante atividade do nosso Brasil: a criação publicitária. Olhando nosso mercado, é possível ver que o último Chico Buarque da propaganda brasileira talvez seja Marcello Serpa. Será que isso é uma crise? O que se passa é, da mesma forma que, no tempo da unanimidade nacional de Chico Buarque, um paulistano tinha à disposição apenas 4 canais de TV, nos tempos do primeiro sutiã – a “Carolina” da propaganda brasileira –, a diversificação da mídia estava apenas começando, com as TVs em UHF dando a largada da multiplicação da mídia eletrônica no Brasil. Tempos em que nem se sonhava com a internet. Hoje, estamos cada vez mais perto da profecia clichê do Marshall MacLuhan, e mesmo os 15 minutos de fama não asseguram unanimidades. Não seria diferente em uma atividade em que a multiplicação dos meios e veículos só é comparável à de profissionais entrantes no mercado. Temos de entender e nos conformar: fenômenos como Washingtons e Marcellos não se repetirão, mesmo com a improvável aparição de marcos como o filme do primeiro sutiã. É que a era a que chamamos globalização traz à mídia o fenômeno inverso, o da particularização, pela fartura de oferta e pelo barateamento da geração de conteúdo. |
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