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Luiz Toledo

Diretor de Criação da Touché Propaganda

Novas mídias

   


Os novos meios de comunicação não acabaram com os velhos, assim como os isqueiros não acabaram com as caixas de fósforo. Eles revolucionaram tudo, o mercado, a comunicação, os comunicadores e os consumidores.

Estes últimos de passivos, passaram a ativos. Ganharam voz e a usam, não só nos SACs, onde “para sua segurança essa ligação poderá ser gravada”. Agora eles podem botar a boca no saxofone da internet para todo mundo ouvir sua reclamação, opinião ou aprovação. A propaganda que já foi informação, depois persuasão/sedução, agora é interação+persuasão/sedução+informação. É x-tudo.

A segmentação surge com mais força nesse cenário, já que hoje você pode fazer uma campanha para apenas uma pessoa. Repare que eu disse "pessoa" e não consumidor - descobrimos o óbvio: consumidor também é gente e quer ser tratado como tal e não como apenas um comprador em potencial.

Imagino que os novos e antigos comunicadores estejam atentos a essas novas e antigas ferramentas (compreendendo as primeiras e afiando as segundas) e adequando-as ao novo contexto. Por outro lado, a tecnologia apesar de mudar tudo numa velocidade assustadora não mudou nossos medos, nossos sentimentos.

Continuamos sendo amor, ódio, inveja, generosidade, vileza, compaixão, amizade. Somos em volta da lareira da sala os mesmos que fomos em volta da fogueira das cavernas. E, na verdade, essa é a matéria da comunicação.
Nosso negócio é muito mais fogo do que fósforo ou isqueiro.